É grande o numero de pessoas que gostariam de estudar fora do Brasil, mas nem todas elas conseguem, pois não basta apenas contar com a sorte, tem que ter um plano de vida bem elaborado quando se decide estudar fora do país. E é isso o que fizeram cerca de 5 mil brasileiros que experimentaram a graduação fora do país no ano de 2007.
Quem nunca se imaginou estudando em uma das melhores universidades do mundo como a Universidade Yale, ou Universidade de North Texas, na Universidade Lawrence, que já formaram presidentes americanos como George W. Bush e Bill Clinton, e dezenas de ganhadores de premio Nobel, como James Tobin?
O EUA hoje tem cerca de 30 instituições entre as melhores do mundo, com mensalidades a partir de 1.000 dólares. Com o dólar baixo torna-se mais fácil pagar, e esse tem sido um dos motivo que levam os jovens a irem estudar fora, já que no Brasil muitas universidades são mais caras do que na terra do Tio Sam. Além disso, aqui há apenas duas entre as 200 melhores.
Uma outra razão para o aumento da procura das faculdades estrangeiras é a própria globalização do mercado de trabalho. A principal vantagem de estudar em uma boa universidade fora do país é conseguir o que os especialistas chamam de empregabilidade global. “O estudante fica mais solicitado e pode encontrar um emprego em qualquer lugar do mundo”, diz Ryon Braga, consultor educacional. Um exemplo disso é o economista e matemático Rodrigo Ferreira, de 24 anos, formado na Universidade Lawrence, participou de um programa de trainee e foi convidado a trabalhar em um banco de investimentos na Inglaterra. Disputou com outros 5 mil candidatos e ficou com uma das 250 vagas. “Acho que levei vantagem pela bagagem cultural”, diz o carioca, que estudou nos Estados Unidos.
Como todos sabem, não é fácil bancar os custos de uma universidade até mesmo no Brasil, mais ainda em outro país no qual o custo de vida é bem mais alto. As universidades americanas e inglesas sabendo disso e estão preparadas para receber estudantes internacionais, pois sabem que a maioria não tem condições para se manter sem ajuda financeira. Por isso, os estudantes podem trocar algumas horas diárias como monitor de laboratório ou ajudante de biblioteca por comida e hospedagem.
Como todos sabem, não é fácil uma pessoa conseguir entrar em uma universidade tão disputada. A maioria das pessoas que pensam em estudar fora se associa a outras, que treinam estudantes, ou a instituições que oferecem bolsas de estudo. Grande parte dos estudantes que estão fora do país tem bolsas que cobrem até 90% do custo, ou recebem algum tipo de ajuda financeira.
Contudo, antes de decidir mesmo se vai estudar fora do país, é bom ter uma noção de como é a vida cotidiana de uma universidade estrangeira para não se arrepender e desistir depois de ter gasto uma grande quantidade de dinheiro.
Fontes:
O Estado de São Paulo
Revista ÉPOCA
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